Aldeia do Xisto · Fundão · Rio Zêzere

Janeiro de Cima, onde o xisto encontra o rio.

Uma aldeia de casas de xisto com seixos brancos do Zêzere nas paredes, onde ainda se ouve “Ó da barca!”. Há um parque fluvial para mergulhar no verão, teares a trabalhar na Casa das Tecedeiras e cabrito no forno a lenha ao domingo.

Aldeias do Xisto, e esta é a dos seixos brancos
27
habitantes nos Censos de 2011
306
no Caminho do Xisto, do largo ao rio
10 km

A aldeia

Xisto nas paredes, seixos do rio nas juntas.

Há 27 Aldeias do Xisto, mas só uma tem as paredes salpicadas de pedras redondas do rio. São seixos rolados, cor de mel e brancos, apanhados no Zêzere e assentes entre as lajes de xisto. É a assinatura de Janeiro de Cima, das paredes das casas à calçada das ruas.

Casa de xisto com escada de lajes e varanda de ferro, ao lado de uma igreja branca com torre em bico, no centro de Janeiro de Cima.
Casa de xisto e igreja, no centro da aldeiaFoto: Pedro Caetano, CC BY 2.0
Parede de xisto com seixos brancos do Zêzere encastrados nas juntas

56 seixos nesta parede. Nas casas da aldeia são milhares, postos à mão, um a um.

Passeio pela aldeia

Dê uma volta pelas ruas de xisto.

Da igreja de torre em bico à Casa das Tecedeiras, pela quelha, até ao rio e à roda de água. De dia ou à noite, com os candeeiros acesos.

Ilustração de uma rua de Janeiro de Cima: casas de xisto e seixo, a igreja de torre às riscas, uma quelha, a Casa das Tecedeiras e, ao fundo, os socalcos e o rio Zêzere com uma barca. CASA DAS TECEDEIRASRua do Rio

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Entre paredes de pedra

No chão, calçada de seixos do rio. Nas paredes, seixos redondos cor de mel e brancos entre fiadas de lajes finas de xisto, com pedras grandes nos cunhais.

Passeio pela aldeia

Setas, roda do rato ou arraste para caminhar

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    Entre paredes de pedra

    No chão, calçada de seixos do rio. Nas paredes, seixos redondos cor de mel e brancos entre fiadas de lajes finas de xisto, com pedras grandes nos cunhais.

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    A torre em bico

    A igreja caiada, de torre às riscas pretas e brancas, espreita por cima dos telhados de barro.

  3. 3

    Escadas de lajes

    Muitas casas sobem por fora: degraus de xisto encostados à fachada, alpendres de madeira, vasos de flores e varandas de ferro.

  4. 4

    A quelha

    Entre as casas abrem-se quelhas, passagens estreitas e inclinadas onde só se anda a pé.

  5. 5

    Casa das Tecedeiras

    Os teares continuam a trabalhar. Aqui faz-se o ciclo do linho, da planta ao pano.

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    A descida ao rio

    A Rua do Rio desce entre socalcos e muros de xisto até ao Zêzere: o açude, as barcas e a roda de água. Ó da barca!

Anatomia de uma casa de xisto

Desenhada a partir da casa da fotografia. Passe pelos números (ou toque neles) para ver cada parte.

Fachada de uma casa de xisto de Janeiro de Cima, com as partes numeradas.
  1. Telhado

    Telha de barro vermelha, com o beiral a sair da parede para afastar a chuva da pedra.

  2. Paredes

    Pedra da terra, assente à mão: fiadas de lajes finas e escuras de xisto e, entre elas, seixos rolados do Zêzere, grandes e redondos, cor de mel e brancos. Nos cunhais, pedras maiores e aparelhadas. É esta mistura que dá a Janeiro de Cima a sua cor.

  3. Portas e janelas

    Por cima das portas, uma pedra grande e lisa, a padieira, segura a parede. As janelas têm molduras de pedra e as portas são de madeira. A porta larga de baixo dava para a loja.

  4. Varanda

    Grades de ferro forjado nas janelas do andar de cima, onde se vivia.

  5. Escada exterior

    Degraus de lajes de xisto encostados à fachada. Tradicionalmente, a casa vivia-se em cima e o piso térreo guardava alfaias, lenha e animais.

  6. Vasos

    Vasos de barro com flores nos degraus e nos parapeitos. A pedra fica mais bonita com cor.

  7. Candeeiro

    Candeeiros de braço presos às paredes. À noite, são eles que iluminam as ruas e as quelhas. Experimente o modo noite.

  8. Chão

    Calçada de seixos do rio, irregulares, cor de mel e cinzentos. Em algumas ruas corre ao meio uma guia de lajes de xisto. Nos degraus e nas soleiras, lajes inteiras.

O que ver

  1. Rio

    Parque Fluvial da Lavandeira

    O ponto de encontro com o Zêzere. Tem relvado, sombra, açude e bar de praia. Daqui saem as barcas rio acima e aqui se dão os mergulhos de verão.

  2. Rio

    A barca

    “Ó da barca!” era o grito para atravessar o Zêzere, e era assim que a aldeia se ligava à outra margem. Hoje a barca faz passeios rio acima.

  3. Rio

    A roda de água

    Junto ao parque fluvial, a grande roda de madeira recuperada, com alcatruzes, ainda gira com a corrente do Zêzere. Ao lado, a calha sobre postes e a levada.

  4. Cultura

    Casa das Tecedeiras

    Centro interpretativo do ciclo do linho, com teares, utensílios e trabalho ao vivo das tecedeiras.

  5. Património

    Centro histórico de xisto

    Quelhas estreitas e casas de xisto com seixos brancos do rio encastrados nas paredes. É a marca de Janeiro de Cima entre as Aldeias do Xisto.

  6. Património

    Igreja Velha e Igreja Nova

    A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, do século XVIII, foi o centro à volta do qual a aldeia cresceu. Há ainda a Igreja Nova, três capelas e vários cruzeiros.

  7. Natureza

    Gravuras do Poço do Charquinho

    Gravuras rupestres na margem do rio, testemunho de gente que passou pelo Zêzere muito antes da aldeia existir.

  8. Natureza

    Miradouro da Sarnadela

    A melhor vista sobre o vale, a aldeia e as curvas do Zêzere.

  9. À mesa

    Restaurante O Fiado

    No centro da aldeia. Cabrito no forno a lenha, chanfana, maranhos e polvo à lagareiro.

Quantos somos

A freguesia chegou aos 720 habitantes em 1940. Em 2011 eram 306. É por isso que cada festa, cada mercadinho e cada visita contam.

  1. 498641864: 498 habitantes
  2. 533781878: 533 habitantes
  3. 594901890: 594 habitantes
  4. 607001900: 607 habitantes
  5. 640111911: 640 habitantes
  6. 648201920: 648 habitantes
  7. 648301930: 648 habitantes
  8. 720401940: 720 habitantes
  9. 719501950: 719 habitantes
  10. 622601960: 622 habitantes
  11. 560701970: 560 habitantes
  12. 542811981: 542 habitantes
  13. 442911991: 442 habitantes
  14. 352012001: 352 habitantes
  15. 306112011: 306 habitantes

Fonte: INE, Recenseamentos Gerais da População (anos de 1864 a 2011).

A barca

“Ó da barca!”, o grito que atravessava o rio.

Durante gerações, quem queria passar para a outra margem do Zêzere chegava à beira da água e gritava pelo barqueiro. A barca era a ponte da aldeia.

Cinco barcas de madeira atracadas lado a lado na margem do Zêzere, em Janeiro de Cima.
As barcas de madeira atracadas no ZêzereFoto: Tiago Lourenço, todos os direitos reservados

Antes

A travessia

A barca de madeira, empurrada à vara, levava gente e carga de uma margem à outra. Antes das pontes, era assim que Janeiro de Cima chegava ao outro lado do Zêzere.

Hoje

O passeio

As barcas continuam no rio. Saem do Parque Fluvial da Lavandeira em passeios rio acima, sobretudo no verão, e o grito deu nome ao percurso pedestre da aldeia: o Caminho do Xisto “Ó da Barca!”.

Dica

Quando ir

Os passeios dependem do caudal e de haver barqueiro. Pergunte no parque fluvial ou na página da aldeia antes de ir, e combine com um almoço no centro.

O rio

O Zêzere é a praça da aldeia.

No Parque Fluvial da Lavandeira, o açude acalma o rio e transforma a margem num relvado onde toda a gente se encontra. De junho a setembro é aqui que se passa o dia.

O rio Zêzere junto a Janeiro de Cima, visto do alto: o açude, o relvado do parque fluvial e a aldeia ao fundo, entre serras.
O Zêzere, o açude e o parque fluvial vistos do altoFoto: SartagoSternitSartagineHostes, CC BY-SA 4.0
  • Relvado e sombra

    Espaço para estender a toalha à beira da água, com árvores para as horas de mais calor.

  • O açude

    Represa a água do Zêzere e faz uma bacia calma para nadar. É a “praia” da aldeia.

  • Bar de apoio

    Para um café, uma bebida fresca ou um petisco sem sair do parque, na época balnear.

  • As barcas

    Atracadas à margem, prontas para subir o rio quando há barqueiro.

A roda de água de Janeiro de Cima: uma grande roda de madeira com alcatruzes, uma calha sobre postes e a levada em baixo.

A roda de água

O rio ainda faz girar a roda.

Junto ao parque fluvial está a roda de água recuperada: uma grande roda de madeira, com alcatruzes à volta, que a corrente faz girar. A água que sobe segue por uma calha sobre postes, ao lado de uma casinha de xisto e da levada.

É memória de um tempo em que o Zêzere não era só para nadar: era o rio que trabalhava para a aldeia. Fica no caminho do PR2, pouco antes do fim.

Percurso pedestre · PR2 FND

Caminho do Xisto “Ó da Barca!”

O Caminho do Xisto de Janeiro de Cima (PR2 FND) é um percurso pedestre circular de 10 km, de dificuldade média, que se faz em 3 a 4 horas. Começa e acaba no Largo da Igreja Nova e passa pelo vale do Zêzere, pela velha estrada dos Covões, pelo açude do Esteiro e pelo Parque Fluvial da Lavandeira.

Distância
10 km
Duração
3 a 4 horas
Dificuldade
Média
Guia do percurso
Perfil de altitude: 10 km, entre 288 e 492 metros, com cerca de 207 m de subida acumulada. 250 m350 m450 m550 m0 km2 km4 km7 km8.5 km10 km
10 km em circuito288–492 m de altitude+207 m de subida

Passe o cursor (ou o dedo) sobre o perfil para ver a altitude.

Sabores e saberes

Forno a lenha, azeite e linho ao tear.

A mesa da Beira Baixa é farta e sem pressa. E há coisas que não se comem: o linho que as tecedeiras ainda trabalham à mão, no centro da aldeia.

Todos os sabores →
  • À mesa

    Cabrito no forno a lenha

    O prato de domingo da Beira Baixa. Assado devagar em forno de lenha, até a pele estalar.

    Onde: Restaurante O Fiado, no centro da aldeia

    • Forno a lenha
    • Prato de festa
    • Para partilhar
  • À mesa

    Maranhos

    Bucho de cabra recheado com carne, arroz, chouriço e hortelã, cozido lentamente. Um clássico da Beira que se come à mesa d’O Fiado.

    Onde: Restaurante O Fiado, que também serve chanfana e polvo à lagareiro

    • Receita da Beira
    • Hortelã
    • Cozedura lenta
  • À mesa

    Papas de carolo

    Milho partido e cozido em papas grossas, a comida dos serões de desfolhada. Voltaram à mesa na Caminhada Noturna “Rota do Milho”.

    Onde: Nas iniciativas do G. D. Tigres do Zêzere

    Época: Setembro, no tempo do milho

    • Milho da terra
    • Comida de serão
  • À mesa

    Sopas da aldeia

    Vinte panelas, vinte receitas de casa. O Festival de Sopas junta a aldeia no Largo da Igreja Nova, e há quem leve gaspacho, que não vai ao lume.

    Onde: Festival de Sopas, em setembro

    Época: Setembro

    • 20 receitas
    • Tigela e colher incluídas
  • Doces e vinho

    Filhoses

    Massa estendida à mão, frita na hora e passada por açúcar e canela. Aparecem nas bancas do Mercadinho e em todas as festas.

    Onde: Mercadinho de Janeiro, ao 3.º domingo do mês

    • Fritas na hora
    • Açúcar e canela
  • Doces e vinho

    Geropiga

    Vinho doce e forte, de mosto travado com aguardente. É com um copo de geropiga que acabam as debulhas.

    Onde: Em casa de quem a faz; pergunte na aldeia

    • Vinho licoroso
    • De fim de tarefa
  • Da terra

    Azeite dos olivais do Zêzere

    A aldeia está cercada de oliveiras e ainda tem uma rua com o nome do lagar. O azeite novo chega em novembro, verde e picante.

    Onde: Produtores locais e Mercadinho de Janeiro

    Época: Novembro a janeiro

    • Olival de encosta
    • Colheita de outono
  • Da terra

    Cereja do Fundão

    O concelho do Fundão é a terra da cereja em Portugal. Em maio e junho as árvores da Cova da Beira ficam carregadas.

    Onde: Concelho do Fundão

    Época: Maio e junho

    • Fruto do concelho
    • Época curta
  • Feito à mão

    Linho tecido à mão

    Na Casa das Tecedeiras, os teares antigos continuam a trabalhar. Faz-se ali o ciclo do linho, da planta ao pano, e tecem-se toalhas e tapeçarias por encomenda.

    Onde: Casa das Tecedeiras, no centro da aldeia

    • Teares tradicionais
    • Por encomenda
    • Centro interpretativo

Próximos eventos

O que vem aí em Janeiro de Cima.

Mercadinho ao terceiro domingo do mês, festas de verão, música tradicional no parque fluvial. Guarde a data na sua agenda com um toque.

Agenda completa →
  1. MercadoData prevista

    Mercadinho de Janeiro

    Adro da Igreja Nova, Rua José Carvalho

    Comércio, produtos da terra, artesanato, petiscos, trocas e conversa. O mercado da aldeia monta-se no adro ao terceiro domingo do mês.

    • Produtos da terra
    • Artesanato
    • Petiscos
    • Trocas
    Entrada livreOrganiza: Comunidade de Janeiro de Cima
    Ver na fonte ↗

    Data deduzida do calendário habitual. Confirme perto do dia na página da aldeia.

  2. MercadoData prevista

    Mercadinho de Janeiro

    Adro da Igreja Nova, Rua José Carvalho

    Mercadinho de outono no adro, com produtos da terra, artesanato, petiscos e trocas. Em novembro é tempo de azeite novo e de castanhas.

    • Produtos da terra
    • Artesanato
    • Petiscos
    • Trocas
    Entrada livreOrganiza: Comunidade de Janeiro de Cima
    Ver na fonte ↗

    Data deduzida do calendário habitual. Confirme perto do dia na página da aldeia.

  3. MercadoData prevista

    Mercadinho de Janeiro, edição de Natal

    Adro da Igreja Nova, Rua José Carvalho

    O último mercadinho do ano calha a cinco dias do Natal. Boa ocasião para procurar presentes feitos na região.

    • Produtos da terra
    • Artesanato
    • Petiscos
    Entrada livreOrganiza: Comunidade de Janeiro de Cima
    Ver na fonte ↗

    Data deduzida do calendário habitual. Confirme perto do dia na página da aldeia.

  4. FestaData prevista

    Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde

    Centro da aldeia

    A festa da primavera, no primeiro fim de semana de maio, como nas edições que a página da aldeia divulgou em 2018 e 2019. As datas de 2027 ainda não foram anunciadas.

    • Missa e procissão
    • Música
    • Arraial
    Entrada livreOrganiza: Comissão de festas de Janeiro de Cima
    Ver na fonte ↗

    Data deduzida do calendário habitual. Confirme perto do dia na página da aldeia.

Perguntas frequentes

O que toda a gente pergunta antes de vir.

Para datas e novidades, a fonte mais atual é a página de Janeiro de Cima no Facebook.

Onde fica Janeiro de Cima?

Janeiro de Cima fica na margem esquerda do rio Zêzere, no concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco. Pertence à União das Freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo e é uma das 27 Aldeias do Xisto. As coordenadas são 40° 04′ 05″ N, 7° 48′ 03″ O.

Porque é que as casas têm pedras brancas nas paredes?

São seixos rolados do rio Zêzere. Em Janeiro de Cima as paredes de xisto levam seixos brancos e redondos encastrados, e é isso que distingue a aldeia das outras Aldeias do Xisto.

Ainda se pode andar de barca no Zêzere?

Sim. Antigamente gritava-se “Ó da barca!” para atravessar o rio, porque era a barca que ligava a aldeia à outra margem. Hoje as barcas saem do Parque Fluvial da Lavandeira em passeios rio acima, sobretudo no verão.

Onde se pode nadar em Janeiro de Cima?

No Parque Fluvial da Lavandeira, junto ao açude do Zêzere, que tem relvado, sombra e bar. No verão é o ponto de encontro da aldeia. O açude do Esteiro, no Caminho do Xisto, também é bom para um mergulho.

O que se come em Janeiro de Cima?

Cozinha da Beira Baixa: cabrito no forno a lenha, maranhos, chanfana e polvo à lagareiro no Restaurante O Fiado, no centro da aldeia. Nas festas há filhoses, papas de carolo, sopas e geropiga.

Quando é o Mercadinho de Janeiro?

O Mercadinho de Janeiro faz-se ao terceiro domingo do mês, das 8h às 13h, no Adro da Igreja Nova. Tem produtos da terra, artesanato, petiscos e trocas. As datas podem mudar, por isso confirme na página da aldeia no Facebook.

Que percursos pedestres há em Janeiro de Cima?

O principal é o PR2 FND, Caminho do Xisto de Janeiro de Cima: 10 km em circuito, de dificuldade média, com 3 a 4 horas de caminhada a partir do Largo da Igreja Nova. A aldeia também é ponto de passagem da Grande Rota do Zêzere (GR33), que vai da Serra da Estrela a Constância ao longo de 370 km.

O que é a Casa das Tecedeiras?

É o centro interpretativo do ciclo do linho, no centro da aldeia. Tem teares e utensílios antigos e as tecedeiras trabalham ali ao vivo. O linho foi em tempos uma atividade importante em Janeiro de Cima.

Visitar

No coração do vale do Zêzere, a 45 minutos do Fundão.

Janeiro de Cima fica na margem esquerda do Zêzere, no sul do concelho do Fundão. A A23 traz até à Beira Baixa; os últimos quilómetros são por estradas de serra que descem ao rio. As curvas fazem parte da viagem.

Distância e tempo de carro até Janeiro de Cima
DeDistânciaDe carro
Fundão42 km≈ 45 min
Covilhã54 km≈ 1 h
Castelo Branco57 km≈ 1 h
Coimbra99 km≈ 1 h 45
Porto226 km≈ 3 h
Lisboa241 km≈ 3 h 15

Estimativas com dados do OpenStreetMap (OSRM), sem trânsito.

Obter direções
Mapa esquemático: Janeiro de Cima na margem do rio Zêzere, a sudoeste do Fundão e da Covilhã e a noroeste de Castelo Branco.Serra da Estrela ↑A23Rio ZêzereFundãoCovilhãCastelo BrancoOleirosPampilhosa da SerraJaneiro de CimaN
Esquema sem escala. Ver no OpenStreetMap ↗
Estacionamento
Há estacionamento na aldeia. Ao terceiro domingo do mês, de manhã, o Mercadinho ocupa o adro da Igreja Nova e as ruas à volta.
Quando vir
O verão é do rio e das festas. Na primavera o vale está verde e a cereja do Fundão chega em maio.
Onde comer
O Fiado, no centro da aldeia, faz cozinha da Beira: cabrito no forno a lenha, chanfana, maranhos.
Onde ficar
Há alojamento na aldeia, como a Casa de Janeiro, que sugere atividades para conhecer o vale.